O estranho mundo atual
Meu primeiro post, no meu primeiro blog, no primeiro dia do resto de nossas vidas. Sim, porque todos os dias que acordamos pode ser também o último que teremos.
Tenho ouvido tanta coisa sobre o que é certo e errado. Sobre a vida como ela deveria ser e como poderia ter sido tão diferente se tivéssemos feito outras escolhas. Mas... essas mesmas pessoas que comentam isso são as mesmas que fazem o mesmo que seus pais faziam, que seus avós diziam e que hoje se escondem atrás de um teclado, de uma cartela de Rivotril, de um livro bem escrito de Oscar Wilde e que buscam a verdade numa pesquisa rápida no Google.
Afinal, o que nos tornamos???? Quem somos nós? A tal geração Coca-Cola....
Vejo meninas assustadas, que não sabem diferenciar um elogio de um assédio sexual. Meninos que não sabem como agir diante de meninas empoderadas, se sentindo mais frágeis que elas mesmas. Vejo pais e mães anestesiados diante da Netflix, de um copo de uísque e de um trabalho excessivo. Vejo mulheres buscando sexo. Vejo homens buscando amor. Vejo homossexuais melhor resolvidos que todos os héteros que conheço. E vejo a mídia dando alento ao único grupo o qual são os únicos que sabem onde e como querem "chegar lá". Enquanto isso, homens e mulheres perdidos nas suas funções sexuais, reprodutivas, filiais, maternais, paternais e existenciais. Enfim, vejo uma geração que não deu certo.
Discutimos pessoas. Não nos atentamos mais às ideias. Procuramos o culpado, não a causa. Revelamos a miséria, desprezamos o bem que prevalece. Discutimos religiões e temos esquecido de falar na energia maior que nos rege.
E o amor? O que fizeram do amor? Quando ele é comentado, os crusches somem, os ficantes calam, os namorados ficam envergonhados e meus ancestrais sentem vergonha. Lutamos muito, muito mesmo, para que o amor fosse livre, possível, acessível e verídico. Homens e mulheres, héteros ou não, todos desejam o amor. Seja ele da forma que for.
Meus trisavós lutaram por suas paixões. Meus avós cruzaram oceanos e passaram por guerras para amar. Meus pais até hoje falam com orgulho do amor que tiveram e geraram frutos. E nós? O que sobrou de nós? Corpos zumbis em busca de prazer instantâneo, envergonhados por amar genuinamente alguém. Somos a geração que não soube amar e que não ensina nossos filhos sobre o que é amor... Justamente porque não sabemos o que é "isso".
Pessimista? Não. Julgo minhas constatações algo como uma leitura do cotidiano. A verdade? Não a carrego comigo.
Diga onde está a tua felicidade hoje e eu te direi quem és. Louca? Também não. Apenas uma sobrevivente dos anos 80 que chegou aos anos 20 sem saber ao certo para onde vou...

Gostei, gostei muito! Parabéns pela bela iniciativa de criar o presente blog. Local perfeito para deixar fluir os seus pensamentos e sentimentos, com seu traço marcante e diferenciado.😍🤝👏👏👏
ResponderExcluirObrigada, tia! Não há pretensão de falar verdades, num mundo de tantas certezas cercadas de dúvidas, apenas de compartilhar reflexões. Um ato heroico em tempos de dualidade e patrulhamento virtual.
ExcluirParabéns pelo blog. Lindo texto e escrita impecável. Siga em frente.
ResponderExcluirObrigada, querido!!! Vindo de você é um grande elogio. :)
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